Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Hum


Marcel Marceau, o mais famoso mimo do mundo, faleceu aos oitenta e quatro anos, algures um destes dias, parece-me que recente, mas pode muito já ter sido há uma série de semanas. Ser o mimo mais famoso do mundo tem o mesmo valor, metafórico, semântico, efectivo, simbólico, que ser o cancro mais famoso do mundo. Não é motivo de grande orgulho, dirão muitos, confirmo eu, com uma pequena rubrica no final do documento. Por acaso, havia de tornar a minha assinatura mais adulta. Tenho a mesma desde o sexto ano, ou um desses em que se tem inglês. E depois mandar fazer um carimbo com a minha assinatura. Mas depois se calhar tinha que andar com aquelas caixinhas com tapetes pequeninos, encharcados em tinta, para o carimbo poder ser usado em qualquer altura. Onde é que eu ia meter isso tudo? Havia de comprar uma pasta também. Mas uma pasta só para ter isso também soa um bocadinho a desespero. Bem, enfio para lá umas fotocópias e uns jornais também. Só naquela. O que não quero é viver num mundo em que os mimos vivam mais de oito décadas e as mamas comecem a descair ainda antes das donas chegarem aos trinta. Sim, é a minha nota de suicídio. Era isto ou um poema. Mas aquilo de ter que rimar desanima qualquer um. 




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