Sábado, 6 de Agosto de 2005
Dumbass Americans
(em português, Americanos rabo do Dumbo)

Reúne consenso universal o facto da estupidez dos americanos há muito ter ultrapassado até os limites que a humanidade havia decretado para os peixes de aquário, animais para quem estar numa sanita ou num oceano é indiferente e igualmente fascinante. Ser estúpido faz parte da cultura americana, tal como ser bêbado faz parte da irlandesa e ter uma estranha obsessão por embarcações faz parte da cubana. Aqui fica uma pequena história que ilustra como a estupidez está para os Estados Unidos como uma cabeça de cavalo está para a Teresa Guilherme. Ou seja, é impossível pensar num conceito sem automaticamente se lhe associar o outro.

Quando os americanos começaram a enviar astronautas para o espaço sideral, perceberam que as canetas de tinta permanente, as mais avançadas da altura, não funcionavam em ambientes de gravidade zero. Vai daí, começaram a trabalhar na resolução do problema. Os cientistas da NASA demoraram cerca de dez anos, e gastaram qualquer coisa como 12 milhões de dólares, para desenvolver uma inovadora caneta. Uma que funcionasse em gravidade zero, de cabeça para o ar, debaixo de água, em quase todas as superfícies, inclusive no vidro, e em temperaturas desde ‘muitos abaixo de zero’ até sensivelmente aos 300 graus (é que podia ser preciso apontar qualquer coisa num bloco de notas quando fossem ao Sol, por exemplo). Caneta do espaço inventada, problema resolvido, e os astronautas americanos já podiam apontar os pontos dos jogos de sueca.

Como é óbvio, as canetas de tinta permanente dos russos também não funcionavam em condições de gravidade zero, logo, os soviéticos tiveram que lidar com o mesmo problema. A solução: usaram um lápis.

Na verdade, actualmente até se diz que esta história não passa de um boato maldoso, uma lenda, um mito que visa perpetuar a estupidez dos americanos. Se lançar boatos sobre a estupidez dos americanos não fosse tão necessário como uma bisnaga de Quitoso no armário dos medicamentos do Dalai Lama, talvez alguém acreditasse.


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