Sábado, 22 de Maio de 2004
La boda
Algumas dúvidas acerca do casamento real que me têm vindo a assombrar:

- Como é que terá sido a despedida de solteiro do príncipe Felipe? Bebedeira monumental e orgia com dez strippers estrangeiras e o seu melhor amigo, o príncipe Alberto do Mónaco? Tudo no castelo, claro... E a da Letícia? Será que se resumiu a um jantar de amigas que, bem bebidas e com o cio, colocaram um daqueles adereços que, basicamente, consiste numa pila de plástico que fica suspensa na testa da noiva? Já reparei que é bastante popular neste género de ocasiões...

- Será que a TVI não sabe que o 1º de Dezembro de 1640 libertou o país do jugo espanhol e que nós nos estamos a cagar para um casamento real de estrangeiros? Aliás, a TVI não sabe que nós nos estamos a cagar para um casamento real seja de quem for? Especialmente para o que as pessoas vão vestir e as porcarias com nomes franceses que vão comer! Além disso, que merda de mais valia é suposto representarem os comentários de Júlia Pinheiro e Henrique Garcia, aquele gajo que está bronzeado o ano inteiro? Santa pachorra...

- Será que o bolo de casamento real também tem aquela torre com uns bonecos dos noivos em açúcar no topo? E se sim, será que alguém se vai virar para o príncipe e usar a célebre piada “Comé? Posso comer a noiva? Eh, eh!” (neste caso, seria qualquer coisa do género: “¿Como és? ¿Pudo papar a la novia? Eh, eh!”) E aquelas rosas em açucar impossíveis de comer? Também terá ou aquilo é exclusivo de bolos de casamento mais modestos?

- Finalmente, será que o fotógrafo encarregue de cobrir o casamento real vai ser tão original como aqueles que habitualmente encontramos nos casamentos portugueses? É que se for, podem-se preparar para ver, na Hola da semana que vem, as inovadoras fotos da escadaria da igreja com todos os convidados, as dos noivos a olhar embevecidos um para o outro debaixo de um carvalho (ou outro objecto natural), e, last but not least, as fotos dos noivos (quase) a beber champanhe, segurando os copos com os braços romanticamente entrelaçados. Já agora, será que a altura em que se atira arroz aos noivos é, à semelhança do que se passa em Portugal, a parte preferida de meia dúzia de amigos com os copos que mais parecem tentar fazer cair o noivo, tal a violência com que arremessam o cereal?



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