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Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Hum

pedro, 25.09.07


Marcel Marceau, o mais famoso mimo do mundo, faleceu aos oitenta e quatro anos, algures um destes dias, parece-me que recente, mas pode muito já ter sido há uma série de semanas. Ser o mimo mais famoso do mundo tem o mesmo valor, metafórico, semântico, efectivo, simbólico, que ser o cancro mais famoso do mundo. Não é motivo de grande orgulho, dirão muitos, confirmo eu, com uma pequena rubrica no final do documento. Por acaso, havia de tornar a minha assinatura mais adulta. Tenho a mesma desde o sexto ano, ou um desses em que se tem inglês. E depois mandar fazer um carimbo com a minha assinatura. Mas depois se calhar tinha que andar com aquelas caixinhas com tapetes pequeninos, encharcados em tinta, para o carimbo poder ser usado em qualquer altura. Onde é que eu ia meter isso tudo? Havia de comprar uma pasta também. Mas uma pasta só para ter isso também soa um bocadinho a desespero. Bem, enfio para lá umas fotocópias e uns jornais também. Só naquela. O que não quero é viver num mundo em que os mimos vivam mais de oito décadas e as mamas comecem a descair ainda antes das donas chegarem aos trinta. Sim, é a minha nota de suicídio. Era isto ou um poema. Mas aquilo de ter que rimar desanima qualquer um. 

6 comentários

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    pedro 26.09.2007

    Não, mais ou menos, sim.
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    Ana 27.09.2007

    Claro que não!!! Como é que eu pude ver ali um "r" a menos, se agora já lá está???
    Bom, só se o Sr. Dono do Blog tivesse corrigido, depois do comentário... naaaa, deve ter sido falta dos óculos, mesmo :-P
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    pedro 27.09.2007

    Quando respondi "não, mais ou menos, sim" não era para ser supostamente a ordem de resposta aos seus desafios, cara ana. Nem reparei, a sério. Eu respondo assim a tudo.

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    Ana 27.09.2007

    Caramba!!!
    E andei eu a tratar V. Ex.ª por «tu», como se «tivéssemos andado juntos na escola»... peço desculpa pela audácia, registo a resposta-tipo para não mais a tomar por personalizada (mais outra audácia) e volto a endereçar-lhe os meus votos, desta vez de forma mais condizente com a formalidade expressa na resposta de V. Ex.ª:
    Em meu nome pessoal e, julgo, de todos quantos frequentam quotidianamente este profícuo fórum cultural, espero sinceramente continuar a ler a prosa escorreita, destituída de parágrafos e plena de retumbante humor a que o Ilustre Autor nos habituou e, bem assim, comentar e ler os comentários, que resultam numa tertúlia diária de riso, que muito aprecio.
    Endereço-lhe, assim, os melhores cumprimentos.
    :-P
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    Ana 28.09.2007

    Ah, já agora, só mais uma dúvida: tendo em conta que o texto supra era a Nota de Suicídio de V. Ex.ª, em 25 de Setembro p.p., como é possível estar a ler comments da sua autoria escritos dois dias depois?
    Será que sou medium e não sabia?
    Será que no além já existe internet?
    E, neste caso, fará isso parte do «choque tecnológico» do governo?
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