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Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...

emozione dopo emozione

pedro, 28.11.07


Nunca esquecendo que vivemos num mundo em que não passa um minuto sem que alguém canzane [terceira pessoa do singular do presente do conjuntivo do verbo canzanar] um animal de quinta, eu, pelo sim, pelo não, quando um indivíduo me pergunta se pode usar a minha casa de banho, e porque esta questão se apresenta estruturalmente como bastante ambígua, contraponho sempre um “para quê?”. Não estou para dizer apenas “claro, claro, é ali à direita” e passado um bocado aparecer um marmanjo de barba feita e banho tomado, a usar o meu robe preferido, quando tinha eu ficado a pensar que o usufruto do quarto de banho fosse apenas no sentido de mictar ou usar o espelho para ver se tinha alguma coisa nos dentes. Ressalve-se que, como bónus, depois do “para quê?”, pouca gente perdura na demonstração de vontade em recorrer à minha casa de banho, o que será sempre de salutar. Até porque há dois cafés ao pé de minha casa, ambos com WC, e os quais eu não tenho que limpar. A primeira parte desta última oração é o facto que refiro quando as pessoas, apesar do “para quê?”, especificam e continuam a querer usar a minha casa de banho. Daí que, de tempos a tempos, num desses cafés, lá ouça uns “é você que encaminha pessoas para usarem aqui a casa de banho, não é?”, todavia, como só lá vou ler o jornal, não corro o risco de me cuspirem na bica.

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